segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

The moro Pessoal ... Bora ficar atento

Escola Nacional de Botânica abre inscrições para cursos de extensão

A Escola Nacional de Botânica Tropical (ENBT), pertencente ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro, está com inscrições abertas para cursos de especialização e de extensão. Todos os cursos de extensão ofertados terão início em janeiro de 2015. 


PNIA divulga indicadores sobre florestas públicas e fauna

No que diz respeito ao tema ‘Biodiversidade e florestas’, o Painel Nacional de Indicadores Ambientais (PNIA) analisou a quantidade de espécies em extinção e o número de florestas destinadas para uso e gestão comunitários.
Segundo dados relatados, a eficácia no monitoramento de espécies ameaçadas contribuiu para redução do risco de extinção. Para que isso fosse possível, foram adotadas medidas de preservação específicas para cada espécie.
Todas as normas adotadas estão em conformidade com os Planos de Ação Nacionais – PAN de Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção. Confira abaixo a análise detalhada:
Área de florestas públicas destinadas para uso e gestão comunitários
No período de 1990 a 2012, o PNIA diagnosticou um aumento regular e expressivo das áreas de florestas públicas destinadas ao uso e gestão comunitários, passando de 34 milhões/ha (hectares) para 135 milhões/ha, representando um crescimento de aproximadamente 300% das áreas que permitem o desenvolvimento de atividades produtivas, gerando inclusão social e econômica às populações tradicionais locais.
São consideradas Unidades de Conservação de Uso Sustentável federais os Projetos de Assentamento Diferenciados – PAD e os Territórios Indígenas.
Espécies da fauna ameaçadas de extinção representadas nas Unidades de Conservação Federais
Com o aprimoramento dos processos de identificação e avaliação de espécies registradas nas Unidades de Conservação, foi possível aferir, no biênio 2011-2012, um aumento de 8% na detecção de espécies brasileiras ameaçadas de extinção.
Espécies da fauna ameaçadas de extinção com Planos de Ação para a Recuperação e a Conservação
A série histórica compreendendo o período entre 2004 e 2012 demonstra que, em 2008, houve crescimento exponencial na detecção de espécies ameaçadas de extinção que dispõem do Plano de Ações Nacionais – PAN para sua conservação.
Constatou-se que, no período 2008-2012, o número de espécies ameaçadas com PAN aumentou mais de 12 vezes, alcançando cerca de 49% das espécies, resultado que configura significativa ampliação das iniciativas de combate à extinção e avança de forma considerável no cumprimento da Meta 12 da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica – CDB. 

MEDINA - Campeão Mundial de Surf

Pela primeira vez na história um brasileiro é campeão do mundo de surf. Gabriel Medina, de 20 anos, conquistou esta façanha nas ondas mais famosas do mundo, em Pipeline, no Havaí. Ele estava dentro d’água quando soube pelo amigo Filipe Toledo que era campeão do mundo.




Naquele momento, o rival, o australiano Mick Fanning, era eliminado pelo também brasileiro Alejo Muniz. Fanning fez questão de cumprimentar Medina. Depois do abraço com o australiano, a festa com os brasileiros. Na areia mal dava para ver o novo ídolo do esporte brasileiro. “Parece que está todo mundo mentindo para mim. Ainda não caiu a ficha”.
Ele deu uma pausa na comemoração e voltou para a água para tentar o título da etapa de Pipeline. Chegou a pegar uma onda nota 10, só que o australiano Julie Wilson ficou em primeiro. Contudo, a festa era brasileira.
“No Havaí eu nunca tive uma torcida assim. Eram muitos brasileiros, alguns gringos também. Foi incrível hoje. Acho que não só para mim, mas para o surfe foi muito importante”, disse.



O título de Gabriel Medina foi destaque nos jornais do mundo. Americanos e australianos, que ganharam 35 dos 38 títulos mundiais de surfe se renderam ao novo campeão mundial.

O New York Times escreveu que o mais novo herói do esporte brasileiro encara ondas gigantes ao invés de correr num campo. Considerando o Surfista como TEMPESTADE BRASILEIRA. 
Em Los Angeles, a capital do surfe nos Estados Unidos, o Los Angeles Times deu na manchete: aos 20 anos de idade, Gabriel Medina é o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe. Medina é ao lado do americano Kelly Slater, o mais jovem campeão mundial da história do esporte.
Na Austrália, onde o surfe é um dos esportes mais populares do país, o The Herald Sun descreveu a festa nas areias do Havaí: carnaval e milhares de torcedores cantando e dançando vão a Pipeline para torcer por Gabriel Medina e comemorar o primeiro título mundial de surfe para o Brasil.
No mundo do surfe, Gabriel é chamado de fenômeno.
Nas redes sociais a presidente Dilma parabenizou Gabriel Medina. O tenista Gustavo Kuerten, que também é surfista escreveu que o título é histórico e merecido. Neymar postou que o amigo é o melhor do mundo no surfe. O Corinthians, time do coração de Gabriel, também festejou a conquista.

Retrospectiva 2014: os 10 maiores acontecimentos científicos do ano

Apesar de alguns percalços no caminho, 2014 foi um ano marcante para o mundo da ciência. Feitos incríveis no campo da pesquisa espacial, tristes crises patológicas nas regiões mais pobres do planeta e momentos estelares inesquecíveis marcaram este ano.

Como o fim de ano já está aí e a tradição recomenda, decidimos fazer uma pequena lista com 10 destaques de 2014. Das notícias mais tensas (como a crise do ebola ou a queda do avião na Ucrânia) às grandes conquistas (como o projeto de Nicolelis e a vitória da medalha Fields por um brasileiro), nossa pequena retrospectiva tem de tudo. Esperamos que goste!
Confira!
Rosetta tira fotos do cometa (Foto: Reprodução/ESA)
2 – Brasileiro recebe Medalha Fields – Olimpíada de Matemática mais importante do mundo
Brasileiro leva medalha Fields (Foto: Reprodução)
Projeto inovador foi exibido na abertura da Copa do Mundo (Foto: Reprodução/TVGlobo)
Ebola: Oficial com roupa de proteção contra o vírus vistoria passageiros que chegam em Lagos, na Nigéria (Foto: AP Photo/Sunday Alamba)
Orion é resgatada no Oceano Pacífico (Foto: NASA)
Foguete explode após lançamento (Foto: Reprodução)
Mosquitos transgênicos no Brasil (Foto: Reprodução)
Cura da Aids poderia estar no avião derrubado na Ucrânia (Foto: Reprodução)
Made In Space testando a impressora 3D que viajará ao espaço (Foto: Reprodução)
10 – Super Lua 
Super Lua foi registrada pelos nossos leitores (Foto: Reprodução)

Descoberto novo gene responsável por alterações cardíacas e morte súbita






Um gene mutado é responsável por alguns casos de alterações cardíacas e morte súbita, segundo uma pesquisa de cientistas espanhóis publicada nesta quarta-feira. 

A pesquisa comandada por Carlos López-Otín, catedrático de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade de Oviedo e Xose S. Puente do Instituto de Oncologia da mesma universidade, analisou o genoma de pacientes com miocardiopatia hipertrófica.

"O estudo genômico nos permitiu concluir que mutações no gene FLNC, codificante de uma proteína denominada filamina C, causam miocardiopatia hipertrófica em oito das famílias estudadas", afirmou Puente.
Em declarações à Agência Efe, Ana Gutiérrez-Fernández, co-autora do estudo, publicado na "Nature Communications", comenta que o novo gene identificado "permite explicar a causa da doença em um grupo de pacientes sem mutações nos genes conhecidos".
A descoberta permitirá identificar as pessoas portadoras desta mutação no gene FLNC, fazer um "acompanhamento clínico mais personalizado" e aplicar um tratamento específico e, inclusive, se for necessário, se poderá implantar nelas um desfibrilador que evite o processo que desencadeia a morte súbita nestes pacientes, destacou a pesquisadora.


FONTE: REVISTA GALILEU 

Escassez da água em SP (Opinião Carlos Nobre)





P. Como o senhor vê a seca que está afetando a região sudeste do país? Qual é a nossa responsabilidade em relação a ela?
R. Eu não sou especialista em uso da água. Mas a Academia Brasileira de Ciências reuniu, nos dias 21 e 22 de novembro, os melhores especialistas em recursos hídricos do Brasil para discutir o tema. De modo geral, o que recomendamos é a redução drástica de consumo. A não ser que ocorra um dilúvio, ainda assim, era preciso que tivesse um dilúvio de hoje, o início do verão, até março. E mesmo que chova de hoje até o fim da estação chuvosa uma quantidade na média, teremos um problema no próximo inverno até mais severo do que tivemos até agora, porque praticamente não há mais água no Cantareira e nem nos outros reservatórios. Nos próximos anos é preciso tomar medidas que combinem saneamento – melhorar a qualidade da água disponível – e consumo racional. Enquanto perdurar a crise, o consumo tem que diminuir. Além disso, as bacias estão muito degradadas. É preciso replantar as florestas para melhorar a vazão dos reservatórios e melhorar a qualidade da água.

“O Brasil tem condições de zerar o desmatamento em 15 anos”




Carlos Nobre, cientista climático e secretário de Políticas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MCTI, acredita que há uma leitura muito severa sobre o papel do Brasil no âmbito do meio ambiente. Doutor em meteorologia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Nobre tem pesquisas feitas, desde os anos 1980, os impactos do clima sobre o desmatamento da Amazônia e seus ecossistemas. Para ele, o Brasil já vem trabalhando pela redução das emissões de gás carbônico (CO2), até mais do que outros países e tem plenas condições de casar preservação e desenvolvimento da agricultura.

Seu irmão, Antonio Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, se notabilizou este ano por um estudo mostrando o impacto do desmatamento para a seca de São Paulo, por exemplo. Para este problema, Carlos Nobre acredita que só é possível avançar com a redução do consumo de água.
Pergunta: Qual é o balanço que o senhor faz da COP20? O que o senhor acha sobre inserir os países emergentes no mesmo bloco que os países ricos no acordo para a redução de CO2?
Resposta: Se a gente considerar a COP15 (Copenhagen, 2009), que foi um grande fracasso, e depois a tentativa de reerguer as negociações nas conferências seguintes, a COP20 foi a melhor até agora. O que derrubou Copenhagen foi a falta de acordo, e isso frustrou todos os participantes, porque os Estados Unidos e a China estavam cada um falando uma língua diferente. A COP20 apresentou esse pré-acordo [de redução de CO2], que ainda precisa se materializar, mas pelo menos ele aconteceu. Se não houvesse esse acordo, hoje estaríamos bem mais frustrados. Sobre incluir os emergentes no mesmo bloco que os países desenvolvidos, não é bem assim. No documento, há uma frase que diz “respeitando as peculiaridades de cada país”. E essa última frase muda todo o espírito. Quando o tempo passa, as coisas mudam. Em 1992, por exemplo, a Coreia do Sul ainda era um país considerado em desenvolvimento. Em 2014, já é um país desenvolvido. Você tem que ter um mecanismo para que os países que vão avançando, assumindo condições tecnológicas e financeiras, possam desempenhar um papel importante.


P. Como será 2015 para o Brasil? Quais serão os principais desafios ambientais?
R. São três grandes desafios: acelerar a introdução de energias renováveis na matriz energética, reduzir o desmatamento e melhorar a produtividade da agricultura. O Brasil deve continuar sendo o protagonista e tem de continuar nessa trajetória de redução das emissões [de CO2]. Nos últimos anos, o único país grande em desenvolvimento que diminuiu [a emissão de gases de efeito estufa] foi o Brasil. Tem condições de, em dez,15 anos, zerar o desmatamento. Porque é possível aumentar a produção agrícola sem ter que expandir a fronteira agrícola. O Brasil tem a faca e o queijo na mão para zerar o desmatamento. Para isso, é preciso investir na agricultura e a pressão de expansão da fronteira agrícola em cima das florestas, do cerrado e da caatinga tem que zerar. E é preciso que os mecanismos de incentivos foquem na recuperação de áreas degradadas no sentido de plantar floresta. Isso não é nada fora do que é exequível para o Brasil.
O terceiro é a energia, que tem uma correlação muito grande com o crescimento  econômico e demográfico. A única maneira de mudar essa curva é alterando a matriz enérgica. É preciso que haja investimento do setor, incentivos de iniciativa pública com energias renováveis. O Brasil tem o maior potencial de energia renováveis do mundo por quilômetro quadrado. Nem os Estados Unidos e nem a China têm esse potencial.