sexta-feira, 7 de março de 2014

Princípios das Normas Internacionais de Responsabilidade Social ISO 26000

The moro, pessoal...



Segundo o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), no dia 1°de novembro de 2010, foi lançada a publicação da Norma Internacional ISO 26000, referente a um conjunto de normas e diretrizes a respeito da Responsabilidade Social, lançado em Genebra. A versão brasileira foi lançada logo no dia 8 de dezembro do mesmo ano, na sede da Fiesp, São Paulo.
O documento brasileiro possui o título de ABNT NBR ISSO 26000, e pretende estimular as organizações e empresas a implementar projetos guiados sob orientações socioambientais em seus processos de planejamento,  atividades na sociedade e no meio ambiente. Visa uma postura ética por parte das instituições em obediência à legislação vigente e às normas internacionais.
Como documento , pretende reforçar as boas experiências e o positivo histórico das ações socioambientais das empresas. Após o lançamento internacional do novo ISO, para coordenar a apresentação e inserção dessas novas normas em mais de 100 países, os trabalhos foram liderados pela Suécia e pelo Brasil. No Brasil, os trabalhos foram coordenados pela ABNT e na Suécia pelo Swedish Standards Institute.
Desde o lançamento, ficou estabelecido a divisão das responsabilidade entre um país desenvolvido e outro em desenvolvimento, o Brasil foi selecionado pelo seu pioneirismo no processo de normatização de responsabilidade social a partir da NBR 16001. Antes de 2004, nenhum outro país possuía uma normatização própria para as questões sociais.
Entre o mês de março de 2005 e maio de 2010, houve várias reuniões entre dos comitês-espelho nacionais e do Grupo de Trabalho Internacional que abrangeu a presença do Pnuma ( Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Governos, instituições e ONG’s de diferentes países foram ouvidos nesse processo de elaboração do ISO 26000.
Segundo o INMETRO, o novo documento estabelece:
  • Conceitos, termos e definições referentes à responsabilidade social;
  • Histórico, tendências e características da responsabilidade social;
  • Princípios e práticas relativas à responsabilidade social;
Principais temas:   integração, implementação e promoção de comportamento socialmente responsável em toda a organização e por meio de suas políticas e práticas dentro de sua esfera de influência;  identificação e engajamento de partes interessadas;  comunicação de compromissos, desempenho e outras informações referentes a responsabilidade social.

Práticas de Produção mais Limpa

The moro, pessoal...

Produção Mais Limpa



1 - O que é Produção Mais Limpa ?
Produção Mais Limpa significa a aplicação contínua de uma estratégia econômica, ambiental e tecnológica integrada aos processos e produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-primas, água e energia, através da não geração, minimização ou reciclagem de resíduos gerados, com benefícios ambientais e econômicos para os processos produtivos.



2 - Quais são os objetivos da adoção da Produção Mais Limpa?


  • Aumentar a vantagem econômica e competitiva da empresa.
  • Racionalizar o uso de insumos.
  • Reduzir os desperdícios.
  • Minimizar a geração de resíduos, diminuindo os impactos ambientais.
  • Aumentar a competitividade, atualizando a empresa de acordo com as exigências do mercado.
  • Adequar os processos e produtos em conformidade com a legislação ambiental.
  • Permitir a obtenção de indicadores de eficiência.
  • Documentar e manter os resultados obtidos.
  • Promover e manter a boa imagem da empresa, divulgando a ecoeficiência da produção e a qualidade dos produtos oferecidos.


    3 - Quais são as vantagens da Produção Mais Limpa?
  • Redução dos custos de produção e aumento da eficiência e competitividade.
  • Redução das infrações aos padrões ambientais previstos na legislação.
  • Diminuição dos riscos de acidentes ambientais.
  • Melhoria das condições de saúde e segurança do trabalhador.
  • Melhoria da imagem da empresa junto aos consumidores, fornecedores e poder público. Ampliação das perspectivas de mercado interno e externo
  • Acesso facilitado às linhas de financiamento.
  • Melhor relacionamento com os órgãos ambientais, com a mídia e a comunidade.


    4 - Quais são os benefícios da Produção Mais Limpa?  
  •  
    Para produção:

  • Redução no consumo de matéria-prima, energia e água.
  • Redução de resíduos e emissões.
  • Reúso de resíduos de processo.
  • Reciclagem de resíduos.

    Para os produtos:
  • Redução de desperdícios (Ecodesign).
  • Uso de material reciclável para novos produtos.
  • Diminuição do custo final. Redução de riscos.


    5 - Produção Mais Limpa e Técnicas de Fim de Tubo: qual é a diferença?

    Produção Mais Limpa é uma ação preventiva que busca evitar, por exemplo, a geração de resíduos por meio do aproveitamento máximo das matérias-primas utilizadas durante o processo produtivo. Já as Técnicas de Fim de Tubo são ações que apenas ajudam a diminuir o impacto ambiental de determinados resíduos, ao dar-lhes tratamento. Portanto, o Fim de Tubo só é válido para tratar aqueles resíduos que não puderam ser evitados no processo, sendo considerado uma alternativa de remediação, enquanto a Produção Mais Limpa é uma proposta de solução.


    6 - Quais são as etapas para a implementação da Produção Mais Limpa?

    É a aplicação de técnica ou conjunto de técnicas em uma área contaminada, visando a remoção ou contenção dos contaminantes presentes, de modo a possibilitar a sua reutilização, com limites aceitáveis de riscos ao meio ambiente e à saúde humana.
  • Programa 5R

    The moro, pessoal...


      


     Reciclagem é um termo utilizado para indicar o reaproveitamento ou a reutilização de um material que por algum motivo foi rejeitado. A partir da reciclagem diminuem a quantidade de lixo que é jogada na natureza e a quantidade de energia e de matéria-prima que é utilizada para a produção de novos produtos.
    No Brasil, cerca de 240 mil toneladas de lixo são produzidas diariamente, sendo que apenas 2% desse lixo é reciclado. Agora se somarmos toda a produção mundial de lixo diário, veremos números assustadores.
    É extremamente importante que nossos alunos se conscientizem e tenham ações práticas que reduzam o seu impacto sobre o planeta Terra. Para isso é imprescindível que eles saibam o que significam os 5 Rs (repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar).

    1º R: Repensar. É muito importante repensar hábitos de consumo e descarte. Será que o que você está comprando é algo de que realmente necessita? Será que algumas vezes você consome por impulso e acaba cometendo desperdício? Ao invés de comprar algo novo, você não poderia reaproveitar algo que já tem? Você compra um tênis, um computador, uma peça de roupa nova, mas o que você faz com os antigos? Você os reaproveita ou joga no lixo comum? Como você descarta o lixo na sua casa? Você separa embalagens, matéria orgânica e óleo de cozinha usado, jogando no lixo apenas o que não for reutilizável ou reciclável? Essas e outras perguntas podem ser feitas aos alunos a fim de que eles repensem a maneira como estão consumindo e também como estão descartando o lixo que produzem.

    2º R: Reduzir. Consumir menos produtos, dando preferência aos que tenham maior durabilidade. Uma forma de reduzir é: adquirir refis de produtos; escolher produtos que tenham menos embalagens ou embalagens econômicas; dar prioridade às embalagens retornáveis; adquirir produtos a granel; ter sempre sua sacola de compras ao invés de utilizar as sacolinhas de plástico; usar a criatividade e fazer bijuterias, brinquedos e presentes personalizados utilizando materiais recicláveis; utilizar pilhas recarregáveis ao invés de pilhas alcalinas; utilizar lâmpadas econômicas, etc.

    3º R: Recusar. Quando você recusa produtos que prejudicam a saúde e o meio ambiente está contribuindo para um mundo mais limpo. Prefira produtos de empresas que tenham compromisso com o meio ambiente e sempre fique atento às datas de validade dos produtos. Recuse sacos plásticos e embalagens não recicláveis, aerossóis e lâmpadas fluorescentes.

    4º R: Reutilizar. Ao reutilizar, você estará ampliando a vida útil do produto, além de economizar na extração de matérias-primas virgens. Muitas pessoas criam produtos artesanais a partir de embalagens de vidro, papel, plástico, metal, cd’s, etc. Utilize os dois lados do papel e faça blocos de rascunho, pois, assim, você preserva muitas árvores.

    5º R: Reciclar. Ao reciclar qualquer produto reduz-se o consumo de água, energia e matéria-prima, além de gerar trabalho e renda para milhares de pessoas. Faça a coleta seletiva e contribua com um mundo mais sustentável.



    Princípios da Certificação Ambiental

    The moro, pessoal...


     ISO 14001

    A ISO 14001 é uma norma internacionalmente reconhecida que define o que deve ser feito para estabelecer um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) efetivo. A norma é desenvolvida com objetivo de  criar o equilíbrio entre a manutenção da rentabilidade e a redução do impacto ambiental; com o comprometimento de toda a organização. Com ela é possível que sejam atingidos ambos objetivos.
    O que está na ISO 14001:
    • Requisitos gerais
    • Política ambiental
    • Planejamento da implementação e operação
    • Verificação e ação corretiva
    • Análise crítica pela administração
    Isto significa que devem ser identificados os aspectos de seu negócio que impactam o meio ambiente e compreender a legislação ambiental relevante à sua situação. O próximo passo é preparar objetivos para melhoria e um programa de gestão para atingi-los, com análises críticas regulares para melhoria contínua. O BSI pode periodicamente auditar o sistema e, caso conforme, certificar a sua companhia na ISO 14001.
    Para quem ela é relevante?
    Impactos ambientais estão se tornando um tema cada vez mais importante no mundo, com pressão para minimizar esse impacto oriunda de uma série de fontes: autoridades governamentais locais e nacionais, reguladores, associações comerciais, clientes, colaboradores e acionistas. As pressões sociais também aumentam em função da crescente gama de partes interessadas, tais como consumidores, organizações ambientais e não governamentais de minorias (ONGs), universidades e vizinhos.
    Então, a ISO 14001 é relevante para todas as organizações, incluindo desde:
    • Sites únicos até grandes companhias multinacionais
    • Companhias de alto risco até organizações de serviço de baixo risco
    • Indústrias de manufatura, de processo e de serviço; incluindo governos locais
    • Todos os setores da indústria incluindo setores públicos e privados
    • Montadoras e seus fornecedores 



     Normas da ABNT

    A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, foi fundada em 1940 e, até os dias atuais, é um órgão de normalização técnica na indústria tecnológica do Brasil. A ABNT  é uma instituição privada sem fins lucrativos.

    A ideia inicial para fundar a instituição surgiu em 1937, durante a 1ª Reunião de Laboratório de Ensaios de Materiais. Nessa reunião foram debatidas questões relacionadas ao aprimoramento de pesquisas e consolidação de novas tecnologias.
    No fim da década de 30, a ideia de se fundar a ABNT, uma entidade brasileira responsável pela normalização de nossa indústria, amadurecia até a fundação em 1940. A ABNT ganhou relevância no Brasil e iniciou sua projeção no exterior.
    No ano de 1947, ajudou a fundar a International Organization for Standardization (ISO), sendo a sua representante exclusiva no Brasil, a International Electrotechnical Comission (IEC) e a Associação Mercosul de Normalização (AMN).
    Em 1961, ajudou a fundar a Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas, cuja primeira reunião ocorreu no Uruguai. Essa instituição responsável pelas normas técnicas nas Américas, cuja sigla é COPANT, tem o principal objetivo de planejar e implementar normas técnicas nos países membros em prol do desenvolvimento científico e industrial.
    A sua participação na fundação do Comitê Mercosul de Normalização ocorreu em 1991, no intuito de integrar o mercado único entre os membros do Mercosul, cujo convênio viria a ser firmado em 1999. A partir daí, o Comitê passou a ser referido como Associação Mercosul de Normalização (AMN).
    A partir dos anos 60, a ABNT foi reconhecida pela lei como Órgão de Utilidade Pública e, em 1992, por meio da Resolução n°7, expedida pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, a ABNT passou a ser reconhecida como único foro de normalização no Brasil.
    Em algumas situações, a entidade passou por algumas dificuldades financeiras, durante os anos 70, 80 e 90, mantendo-se graças aos esforços de seus colaboradores e associados e, anos depois, durante a crise do Real ocorrida em 1999, que remeteu a ABNT num período de quase falência.
    Em 2003, a ABNT se recuperou pela introdução de novas diretrizes administrativas e pela conquista de sua credibilidade. Até os dias atuais, a ABNT é vista como referência de segurança e credibilidade no quesito de padronização e qualidade de produtos utilizados na produção e na prestação de serviços.

    Etapas do Sistema de Gestão Ambiental

    The moro, pessoal...


    Para a institucionalização da função Gestão Ambiental na organização, é preciso ressaltar algumas condições ou princípios em que ela deverá se basear. São as etapas de um SGA, apresentadas sob a forma de princípios:
    Política do Ambiente é a posição adotada por uma organização relativamente ao ambiente. A elaboração e definição desta política é o primeiro passo a dar na implementação de um SGA, traduzindo-se numa espécie de comprometimento da organização para com as questões do ambiente, numa tentativa de melhoria contínua dos aspectos ambientais.

    Planejamento - O sucesso de um bom SGA, tal como acontece com muitas das medidas que queremos que sejam tomadas com sucesso, requer um bom planejamento. Deve-se começar por identificar aspectos ambientais e avaliar o impacto de cada um no meio ambiente. Por aspectos ambientais entende-se, por exemplo, o ruído, os resíduos industriais e as águas residuais. A organização deve estabelecer e manter procedimentos para identificar os aspectos ambientais que controla e sobre os quais exerce alguma influência, devendo igualmente garantir que os impactos por eles provocados estão considerados no estabelecimento da sua política ambiental.
    Através dos requisitos legais, relativamente a cada um dos aspectos ambientais, estabelecem-se objetivos e metas que se definem num Programa Ambiental, que clarifica a estratégia que a organização irá seguir na implementação do SGA. Neste Programa de Gestão Ambiental, os objetivos ambientais a estabelecer e manter devem ser considerados relevantes para a organização. Deve ser designado um responsável por atingir os objetivos a cada nível da organização, sem esquecer os meios e espaçamento temporal para que os mesmos possam ser atingidos.

    Implementação - As regras, responsabilidades e autoridades devem estar definidas, documentadas e comunicadas a todos, por forma a garantir a sua aplicação.

    A gestão deve providenciar os meios humanos, tecnológicos e financeiros para a implementação e controle do sistema.O responsável pela gestão ambiental deverá garantir que o Sistema de Gestão Ambiental é estabelecido, documentado, implementado e mantido de acordo com o descrito na norma e que à gestão de topo é transmitida a eficiência e eficácia do mesmo.A organização deverá providenciar formação aos seus colaboradores, conscientizando-os da importância da Política do Ambiente e do SGA em geral, da relevância do impacto ambiental das suas atividades, da responsabilidade em implementar o SGA e das conseqüências em termos ambientais de trabalhar em conformidade com procedimentos específicos.A organização deve estabelecer e manter procedimentos para a comunicação interna entre os vários níveis hierárquicos e para receber e responder às partes externas.Compete ainda à organização estabelecer e manter informação que descreva os elementos base do SGA e da sua interação, controlando todos os documentos exigidos pela norma.As operações de rotina que estejam associadas a impactos ambientais consideráveis deverão ser alvo de um controle eficaz.
    Por último, devem ser estabelecidos e mantidos procedimentos que visem responder a situações de emergência, minimizando o impacto ambiental associado.

    Verificação e ações corretivas - A organização deve definir, estabelecer e manter procedimentos de controle e medida das características chave dos seus processos que possam ter impacto sobre o ambiente. Do mesmo modo, a responsabilidade pela análise de não conformidades e pela implementação de ações corretivas e preventivas deve estar devidamente documentada, bem como todas as alterações daí resultantes. Todos os registros ambientais, incluindo os respeitantes às formações e auditorias, devem estar identificáveis e acessíveis.
    Procedimentos e planos que visem garantir auditorias periódicas ao SGA, de modo a determinar a sua conformidade com as exigências normativas, devem ser estabelecidos e mantidos.

    Revisão pela direção - Cabe à direção, com uma freqüência definida por ela própria, rever o SGA e avaliar a adequabilidade e eficácia do mesmo, num processo que deverá ser devidamente documentado. A revisão pela direção deve ter em conta a possível necessidade de alterar a Política do Ambiente, objetivos e procedimentos, como resposta a alterações organizativas, melhorias contínuas e modificações externas.
    Após todo este processo que deverá ser acolhido de braços abertos por toda a estrutura organizacional e em especial pela gestão, a organização deverá estar em condições de proceder à respectiva certificação do seu SGA por uma autoridade independente e externa. 

    Princípios do Desenvolvimento Sustentável



    The moro, pessoal...



    A ameaça à sobrevivência humana em face da degradação dos recursos naturais, a extinção das espécies da fauna e flora, o aquecimento da temperatura devido à emissão de gases poluentes fizeram a questão ambiental ocupar um lugar de destaque nos debates internacionais. O meio ambiente da empresa é constituído por diversas formas de relacionamento, considerando as disciplinas gerenciais, as técnicas e o processo de produção junto às instalações e ao meio interno e externo, incluindo-se também a relação entre mercado, cliente, fornecedores, comunidade e consumidor. Neste sentido, o gerenciamento ambiental não pode separar e nem ignorar o conceito de ambiente empresarial em seus objetivos, pois o desenvolvimento deste conceito possibilita melhores resultados nas relações internas e externas, com melhorias na produtividade, na qualidade e nos negócios. 


    Motivação para proteção ambiental na empresa

     


    Impacto Ambiental

    A expressão “impacto ambiental” teve uma definição mais precisa, nos anos 70 e 80, quando diversos países perceberam a necessidade de estabelecer diretrizes e critérios para avaliar efeitos adversos das intervenções humanas na natureza.

    A definição jurídica de impacto ambiental no Brasil vem expressa no art. 1º da Res. 1, de 23.1.86 do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente, nos seguintes termos: “considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas, que direta ou indiretamente, afetam-se: a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos naturais”.

    quinta-feira, 6 de março de 2014

    Visita ao Aterro Sanitário de Cesário Lange - SP


    The Moro, pessoal...

    O aterro sanitário de Cesário Lange existe há dois anos e recebe 70 toneladas de lixo por dia das cidades Cesário Lange, Tatuí, Pereiras e Jumirim.
    É formado a partir do solo argiloso nivelado, compactado, com uma cobertura de manta PAD (polietileno de alta densidade) para proteger o solo e é seguido de mais uma camada de solo argiloso compactado. 
    O aterro é dividido em células para receber o lixo que é compactado, quando uma célula é preenchida esta recebe uma camada de solo. Existem sistemas de drenagem formados com encanamentos envoltos numa manta geoteste e brita/ matacão (rochas), com finalidade de coletar e drenar o chorume e gases liberados na decomposição do lixo. 
    O chorume é levado para algumas lagos artificiais (também recebem coberturas de PAD, além de lonas) por meio dos encanamentos, onde fica reservado para ser levado a ETE (Estação de tratamento de esgoto) da cidade de Conchas, onde é devidamente tratado. 
    O aterro não possui queimador de gases por causa de seu alto custo.
    Há um monitoramento do aterro através de equipes técnicas e poços de inspeção.

    A vida útil estimada para esse aterro é de 25 anos, estando também estimado num valor de 5 milhões de reais.